Devemos ter claro que, quando se trata de salvaguardar a nossa dignidade e o nosso respeito próprio, não podemos aceitar erros. Por isso dizemos que a vida não nos priva de algumas pessoas, mas nos distancia daqueles de quem não precisamos.
Iniciar uma conversa pode ser um verdadeiro desafio, principalmente para pessoas tímidas. Há ocasiões em que gostaríamos de causar uma boa impressão ao nosso interlocutor, não o aborrecer e evitar a todo o custo ficar sem argumentos. Tudo sem cair naqueles silêncios terríveis e constrangedores que parecem durar uma eternidade.
Ter um parceiro alexitímico pode causar grande sofrimento, visto que nesses vínculos afetivos a empatia tende a ser a grande ausência e a frieza emocional a protagonista. É comum que falte a um dos parceiros aquela ligação genuína para confirmar os sentimentos, para construir uma intimidade autêntica através das palavras que nutrem e daqueles gestos cúmplices em que dançam as emoções.
Estou escrevendo esta carta para o meu eu futuro, porque estou vivenciando sensações que não gostaria de esquecer com o passar dos anos. Quero que o meu eu futuro, depois de algum tempo passado e enriquecido de experiências, retome esta carta e reserve um tempo para parar e refletir. Se não sabemos de onde viemos ou quem éramos, como poderemos saber para onde vamos ou o que queremos?
Muitos dos melhores momentos das nossas vidas são aqueles que partilhamos com outras pessoas, momentos de cumplicidade com pessoas extraordinárias, com amigos de infância ou novos amigos, com a nossa família, com o verão ou com o amor de uma vida inteira. Foram, são e serão episódios felizes pelos quais sempre seremos gratos porque nos ajudam nos momentos difíceis.